💌 O amor também pode ter sotaque?
Foi com essa pergunta no coração que escrevi e enviei um conto inédito para a plataforma Mães que Escrevem.
Inspirado no meu próximo livro, Parenting Unpacked: This Is Not a Relocation Manual, o texto explora as camadas silenciosas da maternidade migrante — onde até o “eu te amo” tem outro ritmo.
🧳 Maternidade entre fronteiras
O conto nasceu no parquinho, entre um tombo leve e uma dúvida profunda:
Como amar, educar e proteger quando nossos filhos crescem em uma cultura que não é só nossa?
Sem dar spoilers, posso dizer que a história toca em gestos, distâncias, e naquela sensação familiar de estar sempre traduzindo tudo — inclusive o afeto.
📚 E se não for selecionado?
Tudo bem. Se a plataforma não publicar, compartilho aqui no blog. Porque essa história precisa circular — especialmente entre mães que vivem com o coração dividido entre países, idiomas e abraços.
Ruth Van Reken será palestrante principal na Conferência SIETAR Brasil 2026 nos dias 22 e 23 de outubro em São Paulo. E eu vou estar apresentando lá também!
Gravei um podcast ontem e não consigo parar de pensar num momento específico. Me perguntaram por que me mudo tanto. A resposta honesta soou como uma confissão de vício.
Isso é o que descobri depois de quase dez anos na Austrália e uma pandemia sobre o meu sotaque.
Alguém disse que mulheres que se vestem de forma reveladora estão pedindo para acontecer algo com elas. Que é instinto natural do homem.
Depois de afirmar que o modelo de mentor único poderia ser um conceito ocidental, o marido de uma amiga, um diplomata suíço, desmontou meu argumento da sala de estar dele.
Em Dakar, um gesto simples — uma fruta compartilhada, uma ajuda inesperada — revelou uma nova forma de cuidar. Teranga, a filosofia senegalesa do acolhimento, transformou a maneira como uma mãe expatriada entende o papel da comunidade na criação dos filhos.
Uma cena simples com minha filha virou texto. E agora vai ser publicado na Gringa News. Falo sobre maternidade no exterior, palavras que não se traduzem e o que a tecnologia ainda não alcança: a experiência vivida.
Em um evento sobre tradições africanas, aprendi o significado de “teranga” — uma palavra senegalesa que carrega muito mais que hospitalidade.
Entre um chá gelado e um biscoito, mais um capítulo ganhou forma — desta vez sobre como migrar transforma a nossa identidade. A parentalidade é o ponto de partida, mas as perguntas vão além.
Minha filha tem dois anos. Ainda troca palavras por gestos. Mas já escuto que ela é “esperta demais”. Chamam de elogio. Mas e se for cobrança?
Com o mundo cada vez mais digital e global, me peguei perguntando: será que cultura ainda vai importar em 2125? Neste texto, compartilho uma reflexão íntima a partir de uma conversa poderosa sobre identidade, pertencimento e maternidade fora do Brasil.
No novo texto “O Amor Tem Sotaque”, a autora eu reflito sobre maternidade no exterior e o amor que atravessa idiomas, culturas e silêncios.
Um filme francês me fez perguntar quem pode ser brasileiro. Minha resposta é que é um jeito de viver, e qualquer pessoa pode viver assim se quiser.