O texto que escrevi para o coletivo Mães Que Escrevem já está no ar — e ele fala sobre algo que muitas de nós vivemos, mas poucas conseguimos traduzir com palavras: criar filhos em outro idioma, outra cultura, outro tom de voz.
Tudo começou com um susto bobo no parquinho. Minha filha caiu, e meu instinto materno brasileiro já gritou por socorro. Mas, ao meu redor, nenhum outro pai se levantou. Só o silêncio. O choque cultural era real — e ali, no meio do caminho, eu percebi: o amor também tem sotaque.